Estás cansado? Sentes-te pesado, sem brilho nos olhos, sem ambição? Às vezes, olhas para a tua vida e não te reconheces, mas não consegues perceber o porquê. Não é porque o mundo te fez alguma coisa terrível, nem é por causa do trabalho, meu soldado. A razão é muito mais simples e, ao mesmo tempo, muito mais dura: tu começaste a abandonar-te. Tu traíste-te a ti próprio. E esta é a pior traição que pode existir, porque ninguém a vê e é a que mais te corrói por dentro.

Quantas vezes já sentiste que não estavas a ser verdadeiro contigo mesmo? Que continuavas a fazer coisas que iam contra o teu eu interior? Eu sei que sim. Quantas vezes soubeste exatamente o que tinhas de fazer, mas escolheste o caminho oposto? Quantas vezes aceitaste coisas que, no fundo, sabias que não devias aceitar? A tua alma pesa quando te trais. Não é apenas uma escolha errada, é ir contra uma verdade que já conheces. É fazeres algo que sabes que não te faz bem, mas continuas. Sabes que deves sair, mas ficas. Sabes que tens de falar, mas ficas calado. É adiares mudanças que sabes que são cruciais. E a mais forte de todas: sabes que estás a viver abaixo do teu nível, daquilo que tu queres, e simplesmente continuas a aceitar isso.

As Pequenas Traições que Te Destroem

No início, estas traições parecem inofensivas. Um pequeno ‘sim’ a um pedido que te incomoda, um ‘vou só ficar mais 15 minutos’ no trabalho, um ‘hoje o meu patrão disse que eu tinha de vir no fim de semana, não faz mal’. São coisas tão pequenas que nem notas. É como aquele pastel de nata que dizes ‘ah, o que é que isto vai fazer?’. Ou alguém te diz alguma coisa e tu pensas ‘não estou aqui para me chatear’ e ficas calado.

Mas, à medida que estas pequenas traições se acumulam, algo acontece por dentro de ti, algo que não te apercebes de imediato: tu tornas-te uma pessoa com uma identidade fraca. Uma pessoa que não é capaz de se levantar por si mesma. Não é levantar por se ser independente, é levantar por si, por aquilo que acredita. Percebes a diferença? Estas pequenas falhas constroem uma identidade fraca. A tua confiança não desaparece de um dia para o outro; ela vai-se destruindo aos poucos, bocado a bocado. Mas, tal como se perde aos poucos, também se ganha aos poucos. É um processo.

A Guerra Silenciosa e a Identidade Fraca

Sempre que tu prometes coisas a ti mesmo e não as cumpres, estás a destruir a tua confiança. Sempre que sentes algo e não assumes esse sentimento, estás a quebrar a tua própria confiança. Sempre que percebes que há algo errado e não agis, estás a quebrar essa confiança. Se tu sabes as coisas e finges que não sabes, estás a quebrar a tua confiança. Mesmo nas coisas mais pequenas.

Lembra-te do que Jim Rohn dizia: tens de dar 100% de ti em tudo. Porquê? Porque tudo afeta tudo. Se não dás 100% em algo, isso torna-se parte da tua identidade e transformas-te numa pessoa mais fraca. Eu sei que isto é difícil. Por exemplo, no emprego. Vais dizer-me: ‘Carlos, mas eu tenho de dar 100% de mim num emprego que não gosto?’. Sim, deves dar 100%. Não significa que tenhas de fazer mil horas, significa que fazes o teu trabalho muito bem feito. É diferente. Uma coisa é fazeres o teu trabalho de forma impecável, outra é fazeres mais do que deves.

Quando trabalhava na NOS, eu sabia que me ia despedir, que me ia embora. Não queria saber do futuro daquela empresa, mas o meu objetivo era ser o número 1 nas vendas. Eu adoro vendas, é brutal, porque se queres mesmo ganhar dinheiro, tens de aprender a comunicar e a vender – um dos quatro níveis de que já falámos. As pessoas têm medo de vendas, mas é algo incrível. E eu era o melhor. Porquê? Porque eu dava 100% de mim. Essa dedicação não era para a NOS, era para mim. Era para a minha identidade, para a minha confiança.

Reconstrói a Tua Confiança, Passo a Passo

A chave para parar de te trair e reconquistar a tua liberdade está na execução, meu soldado. É agir, mesmo quando é desconfortável. É cumprires as pequenas promessas que fazes a ti próprio, dia após dia. É levantares-te por ti mesmo, assumires o que sentes, agires quando vês algo errado. Começa com algo pequeno. Se te prometeste ir ao ginásio, vai. Se sabes que deves falar, fala. É um músculo que se treina.

Não esperes que a tua confiança volte de repente. Assim como ela se foi aos poucos, ela vai regressar aos poucos, com cada pequena vitória, com cada vez que tu te respeitas e te obeys a ti próprio. É neste compromisso diário, nesta batalha interna contra a auto-traição, que se constrói a verdadeira força. E é no Pipz Club que construímos esta mentalidade inabalável, esta disciplina que te permite parar de te trair e finalmente conquistar a liberdade que mereces.

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